O voluntariado paliativo diante da solidão e o final da vida.

“O instinto compassivo é o mais importante nos indivíduos porque denota cooperação e colaboração. O animal humano não é nem mais feroz nem mais rápido que os demais, mas sobrevive porque tem a capacidade de cooperar.”

                                                                                                                                                                                                                         C.Darwin

O voluntariado é um elemento muito importante para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, pois pode atender às suas necessidades de amizade, solidariedade e compreensão,condições tão básicas quanto a própria alimentação, especialmente para aqueles que não têm família ou que têm apenas uma família pequena. A palavra “voluntário” vem de volo, que significa “querer” ou “desejar”. Baseia-se no desejo de colocar a compaixão e a caridade em prática ao cuidar de outros seres humanos, especialmente quando estão doentes e está intimamente relacionada à honestidade, ao respeito e à dignidade da vida em condições precárias.

O reconhecimento de que a dor não se deve apenas a uma causa física, mas também é influenciada por inúmeros fatores emocionais, psicológicos, familiares e espirituais, abriu o campo de atuação para o voluntariado no cuidado aos doentes. Neste âmbito, além de compensar positivamente a falta de calor humano e a solidão na cronicidade e no fim da vida, pode facilitar o uso do tempo que resta ao paciente, como um período de preparação e autorrealização e não como um período de derrota e destruição. Uma vez que o enfermo se encontre um pouco mais consigo mesmo e acompanhado, será mais fácil entender o que está a acontecer, para se libertar de algumas  preocupações e viver o presente, direcionando sua atenção para o que realmente oferece e ofereceu sentido para a sua vida. É um esforço cooperativo que deve partir da reflexão ética, pessoal, livre, altruísta e responsável de quem, movido por um espírito humanitário e altruísta, decide dedicar seu tempo a apoiar os outros e ajudá-los a lidar com o sofrimento causado pela doença.

Em uma parceria de PSF Brasil e  PSF Espanha, os autores Wilson Astudillo A.,Carmen Mendinueta A., Fernando Carmona E. e  Zemilson Bastos B. Souza  desenvolveram o livreto “O voluntariado paliativo diante da solidão e o final da vida”, que pode acessado em sua versão em português.